| Embora exerça grande influência sobre outros guitarristas, Steve Morse se mantém como uma figura cult que alcançou seu grande sucesso na escolha dos leitores, anualmente, nas revistas musicais. Inicialmente inspirado pelos Beatles, o jovem Morse começou a expandir seus horizontes musicais ouvindo Yardbirds, Jimi Hendrix e Led Zeppelin. Mesmo tocando também um pouco de piano e clarinete, ele se fascinou com a guitarra depois de ver um concerto do violonista clássico Juan Mercadal, que mais tarde deu ao adolescente Morse algumas lições.
Profundamente influenciado por uma performance do Mahavishnu Quartet de John McLaughlin, enquanto cursava a Universidade de Miami, Morse decidiu se concentrar no rock instrumental; em 1974 ele formou sua primeira banda, Dixie Dregs [depois simplesmente Dregs], que se tornaria um dos grupos decisivos na definição do gênero rock fusion.
Um dos melhores grupos de jazz-rock fusion da história, os Dixie Dregs combinavam técnica e virtuosismo com ecletismo e senso de humor, um espírito ausente em projetos similares. Morse e o baixista Andy West tocavam juntos quando eram colegiais em Augusta, na Georgia, em uma banda convencional de rock chamada Dixie Grit. Morse, convidado a se retirar da escola por se recusar a cortar seu cabelo comprido, entrou na Escola de Música da Universidade de Miami, onde conheceu o violinista Allen Sloan, que tocava na Filarmônica de Miami, e o grande baterista Rod Morgenstein. Os três decidiram formar uma banda, e Morse convenceu West a se mudar para Miami e se juntar a eles. O Dixie Dregs completou sua formação com o tecladista Steve Davidowski.
O disco de estréia, The Great Spectacular, foi gravado como projeto de classe em 1975 e mais tarde lançado por eles [há muito fora de catálogo]. Seguindo a graduação, o quinteto começou a tocar ao vivo pelo sul e tiveram sua chance após abrir o show do Sea Level em 1976, quando um representante da Capricorn Records ficou impressionado o suficiente para assinar um contrato com eles.
Mark Parrish, um membro original do Dixie Grit, substituiu Davidowski no seu debut oficial, Free Fall, de 1977. O disco seguinte, What If, provou ser um dos discos de mais sucesso dogênero, e os Dregs tocaram no Montreux Jazz Festival de 1978, com T Lavitz no lugar de Parrish. Metade de Night of the Living Dregs contêm material daquele show.
A banda abreviou seu nome para Dregs no disco Unsung Heroes, de 1981, e adicionou dois vocalistas e Mark O'Connor, triplo campeão nacional de concursos para violinistas, cujo estilo próprio deu uma outra dimensão ao som do grupo, no disco Industry Standard. Os Dregs estão se separaram; o altamente respeitado Morse formou sua própria banda e gravou alguns discos, sendo mais tarde convidado a se juntar ao Kansas, de 1986 a 1988, enquanto Morgenstein se juntou à banda de hard rock Winger. Os Dregs se reuniram por um breve período em 1988 para algumas datas ao vivo, mas uma reunião mais efetiva nao aconteceu até 1992, com Morse, Lavitz, Morgenstein, e Dave LaRue [Steve Morse Band] no lugar de West. Allen Sloan se juntou por pouco tempo, substituído então por Jerry Goodman, ex-membro da Mahavishnu Orchestra. Bring 'Em Back Alive foi gravado nesta tour, e Full Circle veio logo em seguida, aclamado pela crítica. California Screamin' é o último disco, ao vivo, gravado em 2000.
Após gravar muitos discos e tocar por anos com os Dregs, a Steve Morse Band começou sua carreira em 1984 com um disco chamado Two Faces, muito raro. Logo após, Elektra Records contratou Morse e ele gravou dois discos para esta companhia: The Introduction, de 1984, e Stand Up, de 1985, antes de Morse se mudar para a MCA. O discos de Morse para este selo incluem High Tension Wires, Southern Steel, e Coast to Coast. Após deixar a MCA em 1992, Morse gravou dois excelentes discos para Windham Hill/BMG Records, Structural Damage e StressFest, e foi convidado a entrar no Deep Purple em 1996, tendo lançado discos como Purpendicular, Live At The Olympia, Abandon, Total Abandon, Deep Purple In Concert with London Symphony Orchestra - este último com a participação da Steve Morse Band - e Bananas. Seu trabalho solo mais recente é Major Impacts II.
Ele se juntou ao Kansas, por dois anos, lançando dois discos neste período, Power e In The Spirit Of Things. Depois disso, Steve estava cheio do 'negócio' musical, cortou seu cabelo e fez de seu hobbie uma profissão: se tornou piloto numa companhia aérea regional, voltando à cena musical tempos depois, com uma Steve Morse Band reformulada, com Van Romaine na bateria, e Dave LaRue no baixo.
Steve Morse também gravou com um grande número de artistas e músicos, como Living Loud, Liza Minelli, Triumph, Steve Walsh, Lynyrd Skynyrd, Randy Coven, Michael Manring e Jeff Watson, e alguns projetos, como um CD tributo ao Rush - Working Man, Guitar's Practicing Musicians vols. I, II and III, entre outros.
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